Em dois anos de operação, a fábrica da Bajaj em Manaus saiu do papel para se tornar uma das operações industriais de motocicletas mais relevantes do Brasil. A empresa indiana anunciou que ultrapassou a marca de 60.357 motocicletas produzidas na unidade amazonense — e comemora o feito simultaneamente ao segundo aniversário da planta, inaugurada em 25 de junho de 2024.
O número é representativo por si só, mas ganha ainda mais peso quando se considera que o marco anterior — 50 mil motos produzidas — havia sido atingido apenas em abril de 2026. Ou seja, as últimas 10 mil unidades foram fabricadas em menos de três meses, reflexo direto da ampliação de capacidade que a fábrica passou nos últimos dois anos. Acompanhe as últimas notícias do mercado de motos no Brasil pelo portal do Fullcarro.
Primeira fábrica fora da Índia
A unidade de Manaus tem uma posição única dentro da Bajaj: é a primeira fábrica que a empresa indiana instalou fora do seu país de origem. Essa escolha pelo Brasil não é casual — o mercado nacional de motocicletas é um dos maiores do mundo, com milhões de unidades emplacadas por ano e uma demanda crescente por modelos esportivos e de alta cilindrada, exatamente o nicho em que a Bajaj atua.

Quando entrou em operação, a fábrica tinha capacidade para produzir 20 mil motocicletas por ano. Em 2025, a empresa anunciou um investimento adicional de US$ 10 milhões para ampliar essa capacidade para 48 mil unidades anuais — mais que o dobro da projeção inicial em menos de dois anos de atividade.
Como funciona a produção em Manaus
A fábrica opera no sistema CKD (Completely Knocked Down), no qual os componentes chegam desmontados da Índia e são montados localmente. O modelo permite aproveitar os benefícios tributários da Zona Franca de Manaus e adaptar a produção à demanda do mercado brasileiro com mais flexibilidade.
Atualmente, mais de 250 profissionais trabalham na unidade, que realiza desde a montagem dos motores até a inspeção de qualidade, embalagem e expedição. Waldyr Ferreira, Managing Director da Bajaj do Brasil, destacou o momento: «celebrar o aniversário da nossa unidade de Manaus e, ao mesmo tempo, ultrapassar a marca de 60 mil motocicletas produzidas demonstra que estamos no caminho certo».

Dominar 400 lidera a produção brasileira
Entre os modelos produzidos em Manaus, a família Dominar 400 — composta pelas versões Dominar 400 e Dominar NS400Z — responde pelo maior volume acumulado, com 25.152 unidades fabricadas desde o início da produção nacional. Isso representa mais de 40% do total produzido pela fábrica até agora.

O crescimento acelerado no primeiro semestre de 2026 confirma a tendência. A Dominar NS160 registrou alta de 40,8% em produção nos primeiros cinco meses do ano em relação ao mesmo período de 2025. A Dominar NS200 cresceu 21,5% e a família Dominar 400 avançou 20,2% no mesmo comparativo. Já a Pulsar N150 — produzida no Brasil desde maio de 2025 — atingiu seu melhor resultado mensal em maio de 2026, com 1.009 unidades fabricadas em um único mês.
Top 5 em vendas e expansão comercial
Em abril de 2026, a Bajaj entrou pela primeira vez no grupo das cinco marcas de motocicletas mais vendidas do Brasil. Desde o início das operações comerciais no país, a empresa já emplacou 61.447 motocicletas e conta hoje com 74 concessionárias distribuídas por todas as regiões do país.
A linha comercializada inclui os modelos Dominar 400, Dominar NS400Z, Dominar 250, Dominar NS200, Dominar NS160 e Pulsar N150 — uma grade que cobre diferentes perfis de comprador, do motociclista urbano que busca esportividade acessível até o entusiasta de motos de maior porte. Fique por dentro de todos os lançamentos e análises pelo portal de motos do Fullcarro Brasil.
Bajaj assume a KTM no Brasil
Em junho de 2026, a Bajaj anunciou mais um movimento estratégico relevante: a empresa assumiu oficialmente as operações comerciais da KTM no Brasil. A KTM é controlada em nível global pelo grupo Bajaj, e a formalização da gestão local marca um novo capítulo na atuação da indiana no mercado nacional — ampliando sua presença para além do segmento de motos de entrada e médio porte.
O movimento segue uma tendência mais ampla no mercado automotivo brasileiro, onde marcas asiáticas — tanto indianas no segmento de motos quanto chinesas no setor de carros e SUVs — consolidam posições que até recentemente pertenciam a fabricantes ocidentais tradicionais. Para saber mais sobre esse cenário, acompanhe as notícias do mercado automotivo brasileiro e toda a cobertura do blog do Fullcarro.